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domingo, 17 de abril de 2011

Muito mais cuidados!


Há 1 ano, mais ou menos, iniciei a luta de cuidar de um ser humano. Engravidei, pari, amamento e cuido com o maior AMOR do mundo a minha pequena Yasmin. Há 1 ano, também, venho enfrentando as adversidades da vida. As pedras no meio do caminho não vão me abater, nem vou deixar de ser quem eu sou, tenho qualidades e defeitos!

Há dois dias de completar 5 meses, minha baby flor só me dá motivos de orgulho. Ela está se desenvolvendo rápido, saudável, porém como todo bebê, creio eu, há os seus contratempos, imprevistos e surpresinhas desagradáveis, mas tudo bem, vamos vivendo e aprendendo. Hoje pela manhã, logo cedinho, rolou pela minha cama e caiu no bicama, acordei na hora e a peguei no colo, pois com o susto, ela chorou, mas esqueceu rápido pois não se machucou. Ontem eu e a madrinha levamos a baby ao shopping, como o carrinho da florzinha é muito grande não levei pois não cabe na mala do carro da tia, só cabe no da vovó. Mas olha só que odisséia, levamos a pequena no baby confort, mas essa história não deu muito certo, Yasmin tá muito pesada, o shopping inteiro olhava pra gente pois cada uma segurava de um lado da alça, e a madrinha grávida (vem uma menininha por aí para nos dá mais ALEGRIA!) me ajudou em tudo, uma guerreira! É vivendo e aprendendo MESMO, da próxima vez a gente já sabe que não dá certo ir sem o carrinho... Até já penso em comprar um carrinho menor, é bem mais prático nessas ocasiões.

No mais, alguns contratempos para fugir da rotina (rsrsrs!), histórias que estavam mal resolvidas e não se resolvem nunca (rsrsrs!). É né... fazer o quê? Brigar, brigar e brigar quantas vezes forem necessárias até ver quem é que está certo e quem está errado! Eu sei que essa não é a melhor forma, mas vejo que lidar com seres humanos é mesmo muito complicado. Uma MÃE que cuida de um filho, que gerou a vida dentro de si, que pariu, que amamenta, deveria no mínimo ser respeitada, independente de qualquer outra coisa, pois por mais que queiramos brigar, essa MÃE precisa estar no seu controle, com uma boa saúde emocional e física para alimentar e educar da pequena que DEPENDE totalmente dela. Ainda mais eu que abdiquei de tudo para me dedicar exclusivamente à ela, sem vida social e sem nada que tire o meu olhar dela, que para mim é o mais importante, sei que as outras coisas (que fazem falta mas que por hora não são necessárias) virão com o tempo... Mas graças ao meu bom Deus, que é maior que tudo, me fez uma guerreira! Pois suporto tudo sem cair, e se tropeço me LEVANTO o mais rápido possível, sempre fui assim e agora mais do que nunca continuarei firme e forte pois tenho um motivo muito MAIOR e LINDO para isso!

Outra coisa, não vejo necessidade de deixar a minha filha, de ficar longe dela mesmo que por algumas horas, tampouco desmamar a pequena e enfiar uma mamadeira na goela dela. Não vejo necessidade nenhuma para isso acontecer, porém apenas vejo capricho, por outro lado. Ela também não quer nem saber do pai, mas só da mãe dela rsrs! Ele queria levar ela mas não deixei! A função do pai é dar assistência, apoiar no que for necessário, e não tirar a criança de perto da mãe! Pelo menos não nessa fase que ela ainda é uma bebê... Se preciso ir para a universidade, faço isso com a consciência tranquila em deixá-la com a vovó (materna) que é a única pessoa que eu confio para esta missão. Já apareceram oportunidades de trabalho sim, uma entrevista em uma agência publicitária e propostas para trabalhar na minha área jornalística. Estou avaliando o que for melhor para mim devido às circunstâncias do momento. Vou fazer de tudo para aliar o meu trabalho aos cuidados da florzinha, que também já estrelou na TV, participando de uma matéria local sobre a importância da amamentação, que será exibida em um programa especial do dia das mães! Muito fofa...

E é isso aí, a vida continua, quem tá na luta não pode parar. Perde-se ali e ganhe-se aqui.

Mas eu ganho um sorriso todos os dias, e isso já é o bastante para me fazer feliz. É a grande recompensa.




domingo, 3 de abril de 2011

Mãe-aventura!


Não tenho dúvida que de todas as experiências que eu já passei na minha vida ser mãe é a mais enriquecedora. Eu estaria mentindo se dissesse que tudo que eu enxergasse ao meu redor eu não lembraria da minha pequena. Tudo, mas tudo mesmo me faz lembrar dela. Um bebê na TV, uma criança na rua, uma grávida seriam os exemplos mais óbvios. Mas, quando fui à praia ontem e hoje eu pensei muito nela, pensei em como ainda vamos curtir esses momentos juntas. E trocando uma idéia com meu brothinho Victor também pensei em como ela pode fazer, ainda mais, parte da minha vida. Esse meu amigo que adora viajar, acampar, fazer trilhas, luau, escalar, tomar banho de cachoeira, me contava a sua próxima aventura. Enquanto ele narrava o roteiro de viagem eu já imaginava a minha pequena de mochilinha nas costas, segurando na mão da mãe, empolgadíssima com aquele momento novo.

Eu não quero viajar e deixar a minha filha com outras pessoas e tirar esse momento dela. Eu quero que ela sinta e faça parte desses momentos. Quero que ela usufrua porque gosta, que seja natural, espontâneo. Desde muito nova também viajava com a minha mãe, isso foi algo natural que aconteceu e eu cresci amando viajar, passar dias e mais dias fora do lar. Tava pensando tanto nisso que a força do meu pensamento fez uma conexão astral e eu navegando pela internet descobri um blog muito original de uma mãe que leva seu filho em todas as viagens em que faz, é mais que uma missão, é um estilo de vida. Vale muito a pena conferir as dicas em que ela deixa lá, principalmente para mamães de primeira-viagem, como eu, que ainda não se aventuraram com suas filhotas e não veem a hora desse momento chegar!


sábado, 26 de março de 2011

Ser mãe




Tudo tem dois lados. E com a maternidade não haveria de ser diferente. No início tudo dói. Parir, amamentar, andar, levantar, sentar. Chegar da maternidade em casa com uma sensação de que passou vários meses fora, tudo mudou e você ainda trocou aquele barrigão por um bebê de colo extremamente frágil e sensível! As primeiras horas o bebê dorme tanto que você fica lá fazendo serão pra ver se ela tá viva. Vai tentar dormir também pra descansar de uma cirurgia altamente perigosa, com uma recuperação lenta e longa pela frente. Antes vai tomar um banho, mas quem disse que consegue fazer isso como algo automático do cotidiano? Você simplesmente está reaprendendo a tomar banho após anos e anos fazendo isso com a maior naturalidade. Na hora de se trocar lembra: 'Ah, ainda tem a bendita faixa pra tirar e o curativo pra trocar!' 1 semana trocando as gases de um corte profundo logo acima da sua periquita! (rsrsrs) E como dói tudo isso! Ainda tem a cinta pra colocar e só tirar daqui a 2 meses!! Quando finalmente você fez tudo que tinha que fazer para ir pra cama, a bebê acorda chorando querendo mamar. Então vamos lá. Dá o peito direito, enquanto isso o esquerdo já tá produzindo mais leite e começa a vazar, põe uma fralda pra não melar toda a roupa e de repente a bebê larga o peito e leva uma chuveirada de leite! (rsrsrsrs) De quebra tem as dores, as fissuras, etc. Ela chora porque quer mais, não satisfeita em ficar sugando a mãe por uns 40 minutos. Já marquei no relógio 1 hora de amamentação, com intervalos para trocar de peito. E arrotar? Não pode deixar de colocar pra arrotar. Às vezes vem logo em seguida um arrotão, se não tome uns 15 minutos de castigo com a criancinha de pé colada no seu ombro, enquanto você sente dor, sono, fome e sede. E é desse jeito o dia inteiro, todos os dias da semana. Você tá na guerra e não sabe. O dia não tem fim, nem começo, nem meio. Uma coisa atrás da outra pra fazer. Trocar a fralda da pequena de hora em hora, dar banho (um dos momentos mais prazerosos que existe) e colocar pra dormir. Na madrugada você "pensa" que vai descansar... doce ilusão.

Fez 1 mês e você se sente mais cansada do que uma vaca em dia de pasto. A mulher-gata já se foi e nem te avisou quando vai voltar. Mas você renasce das cinzas e vai se sentindo melhor e não sabe o porquê. Só que aí você percebe que todos os dias durante o mesmo horário a bebê não pára de chorar. Tudo o que você mais temia acaba de chegar: as cólicas! Tome choro (o seu também), remédio, massagem, orações! (rsrsrs) E por volta dos 3 meses você recupera toda a sua energia... Já consegue dormir à noite e fazer todas as funções sem sentir dor. Agora passa a viver em uma bolha: só você e ela! Nada mais importa... cansaço? dor? sono? Isso agora é fichinha pra você.

A parte mais interessante de ser mãe é ver como as pessoas sofrem com coisas pequenas, frescurites agudas. E a coisa mais insuportável é ver gente reclamando de tudo. Nessas horas eu me sinto a própria Mulher Maravilha. Ser mãe é crescer como ser humano. É enxergar a vida sob os olhares de uma pequena. Imaginar-se numa roda-gigante, comendo pipoca, tomando sorvete, enchendo balões, passeando no parque, mergulhando numa piscina de bolinhas, pintando, desenhando, colorindo e tantas outras coisinhas mágicas que deixam para trás tudo que não é tão bom de se sentir que a gente (mãe) precisa passar para que nossas pimpolhinhas cresçam lindas e saudáveis.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Os tipos de mamães


Algumas coisas me fizeram pensar nesses dias. Me olho no espelho e tento enxergar o que mudou em mim, em como me sinto como mãe e como mulher. Na verdade, eu só me sinto mãe. Não me vejo (ainda) como uma mulher e toda a sua sensualidade e sexualidade à flor-da-pele. Apenas vejo que me transformei numa mamífera, dando leite 24 horas, carregando minha filha no meu colo, como uma cangurú e tentando falar com ela através de mimicas, gestos e expressões de bichos, às vezes imito um pássaro e ela olha, às vezes uma gata, um cachorro e por aí vai... tudo isso para chamar a atenção dela. A gravidez é uma etapa muito linda da mulher. Todo aquele barrigão querendo pular pra fora é uma das anatomias mais estranhas e perfeitas que uma mulher pode vir a adquirir em alguma fase de sua vida. Tem mulher que combina com gravidez. O corpo não muda muito e a estrutura fica ornamental, parecendo uma escultura viva ambulante, rsrsrs! Acho perfeito a natureza do corpo da mulher e seu poder de adaptar-se à transformações tão bruscas! Ser mulher é, além de tudo, ser ELÁSTICA! rsrsrs!

Aí vem o parto, o grande momento. A futura mamãe já tá tão cansada que não vê a hora de se livrar daquele barrigão todo, e a ansiedade de ver e tocar no seu bebê nem se fala. Comigo foi uma surpresa o dia do meu parto, eu já estava completando 40 semanas e nenhuma contração. Mas aí no dia D meu útero dilatou 3cm, estava entrando em trabalho de parto sem sentir NADA! Não sei o que é ter contrações. A única coisa que senti foi algo parecido com uma coisa se abrindo dentro de mim, porém sem dor mas com o desconforto da barriga. Me iludi com a idéia de que uma cesárea seria menos pesado, tanto para mim como para ela, que não entraria em sofrimento fetal, por não estar encaixada corretamente e por ser muito grandona! Imaginava que na hora de parir a bichinha iria ficar presa e teriam que puxá-la com um fórceps, eu pensei tanto nisso que a ideia de uma cesárea seria mais fácil para ela. No fundo, no fundo, eu tinha mais medo de não conseguir parir a minha filha do que sentir a dor do parto. E confiava mais na médica do que em mim mesma, será?! Isso vem martelando minha cabeça já há vários meses e tirando o meu sossego, porque eu não me sinto menos mãe pelo fato de não ter parido naturalmente mas me sinto uma guerreira porque pari, amamentei desde o primeiro dia (mesmo sem leite, só colostro) e cuidei de uma recém-nascida sentindo dor, sem dormir e sem acompanhante (minha mãe ficou comigo 7 dias em período integral, depois foi tudo só comigo). Então porque esses pensamentos me substimam tanto? Fico pensando, pensando e não chego a lugar nenhum. Já sou mãe e essa é a minha grande missão!

Hoje olho pra ela, tão perfeitinha. Perfeição essa que só é dela. Por hora eu me sinto orgulhosa, bato no meu peito pra dizer que dou o meu melhor. Mas sei que sou uma mãe imperfeita, que perde a paciência, que deixa chorar (se não for fome), que dá pra vó segurar, que reza para que ela durma logo e que sai feliz de casa quando não tem que levar ela junto. E isso tudo também não é ser mãe? Há vários tipos de mães. Uma delas vai se encaixar em algum momento da sua vida. Essa regra não é dura, vale salientar.

Tipo 1, mãe do lar: Além da licença maternidade de 6 meses, tem a vida inteira para ficar com o seu filho, é sustentada pelo marido, não precisa trabalhar, ou não quer.

Tipo 2, mãe do trabalho: Pega a licença, mas volta a trabalhar antes. Deixa o filho com a babá ou na crechê, ou com parentes.

Tipo 3, mãe solteira: É mãe em tempo integral, mas trabalha, e ainda arruma tempo pra ir prá balada.

Tipo 4, mãe adolescente: Ainda tá no colégio ou fazendo cursinho pré-vestibular. O pai de seu filho mora com ela na casa dos pais.

Tipo 5, mãe universitária: Mora só e conta com a ajuda da família para poder se formar.

Tipo 6, mãe quarentona: Chegou aos 40 e quer ter filhos, fez uma inseminação artificial porque acabou de se divorciar.

Tipo 7, mãe independente: Matriarca, dona da casa e da família. Tem no mínimo 3 filhos. Emprego estável e uma carreira de sucesso.

Tipo 8, mãe sofredora: Cheia de filhos para criar, um de cada marido. Recebe o bolsa-família e pensão alimentícia de cada filho.

Tipo 9, mãe adúltera: Com filho de homem casado.

Tipo 10, mãe guerreira: Todas as possibilidades acima citadas!

No final das contas somos todas MÃES!


sábado, 19 de março de 2011

A luta pela matrícula e os 4 meses.


Foi um sufoco. O sistema estava completamente louco, dando problema em tudo quanto era matéria e, infelizmente, não consegui matricular pela noite, peguei uma de manhã e outra à tarde. Poxa... tava contando tanto com as disciplinas da noite pra ir tranquila assistir às aulas... E agora realmente eu não sei como vou fazer, tenho que pensar rápido, o jeito vai ser apelar pra babá! Eu não queria, não queria mesmo deixar a minha filha com uma estranha, talvez seja uma cisma minha, sem falar na grana. Mas eu preferia que ela ficasse com uma pessoa da família, que tivesse paciência com ela, e assim eu ficaria mais sossegada de que ela estaria sendo tratada com amor e cuidado. É uma pena. Não é fácil essa vida de mãe que estuda, mas eu sei que vou arrumar algum outro jeito pra contornar essa situação. Eita dias duros esses...

Agora que ela tá bem crescidinha, já rola e vira pela cama, levanta o pescoço para se comunicar com a mamãe, já segura as coisas leves com as mãos e encaminha tudo para a boca, por isso deixo apenas fraldinhas de pano e objetos inofensivos, como mordedores, próximos à ela, até os bichinhos de pelúcia evito que fique muito perto para evitar sufocamento e inalação de ácaros. Quando tá deitada na cama ou no carrinho já consegue alcançar os pés e advinha o que ela faz com eles? Coloca na boca e fica chupando!! É muito engraçado... É por ela estar na fase oral que esses acontecimentos são mais comuns do que a gente imagina, mas não tem como não se derreter com essas gracinhas que ela faz né? Outra pérola é que ela já está chupando os dedinhos da mão e quando dorme faz aquela cena clássica da mãozinha fechada com o dedo polegar entre os lábios, às vezes sem sugá-los, só a presença deles ali já é confortante para ela. Andei lendo num site que não é muito bom deixar que a criança chupe os dedos, mas quer saber o que eu penso? Vou deixar... Criança que mama chupa dedo sim! Tudo tem seu tempo... Com essa mania de ler tudo não vou perder os grandes momentos com a minha filha pelo que, tecnicamente, dizem ser correto ou errado.

E hoje é dia de COMEMORAR, a minha princesa está completando 4 meses!!

PARABÉNS MEU AMOR por mais um mês de vida em minha VIDA, por você existir, por você ser você, ser esse doce bebê, ser essa ALEGRIA de vida que há em ti, essa energia boa que só você trás à nossa casa e tranquiliza nossos corações, nos trás paz e harmonia. Você é a minha filhinha abençoada que veio ao mundo para brilhar. YASMIN LUZ é o seu nome e te guiará pelo teu caminho! Agradeço à Deus todos os dias por ter você em minha vida, por amar você, cuidar de você e te dar todo o meu amor que é muito grande e infinito! Não sei mais como seria acordar sem ver teu lindo sorriso... De uma coisa tenho certeza... que essa florzinha que é você irá crescer forte, com muito amor no seu coração, muita bondade em sua alma e irá se tranformar numa bela mulher... que GLÓRIA é poder dormir, acordar e viver com você, te protegendo, te cercando de amor por todos os lados... TE AMO TE AMO TE AMO!!