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domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano novo, novos conceitos


Primeiro dia do ano e eu já começo a escrever aqui sobre um assunto que muito mexeu comigo o ano inteiro que passou. Amamentei Yasmin exclusivamente até os 6 meses de vida. Após esse período continuei dando de mamar porque era algo que acontecia de forma natural comigo. Tentei introduzir mamadeira e chupeta mas ela nunca pegou de verdade. Sempre quis saber mais do peito. A introdução de alimentos foi uma dificuldade, eu diria que ainda está sendo uma fase delicada. Comer, ela come. Porém pouco. E tem dias que não chega a comer mesmo. Depende muito do momento, do humor, da interação, da minha paciência, enfim. Dia à dia é uma luta, um exercício de perseverança. Nunca tive vontade de escrever sobre isso na verdade, porque não era um assunto que me dava prazer em falar, discutir, sempre ficava muito chateada. Apesar da dificuldade que eu estava passando para alimentar a minha filha eu tinha que enfrentar as pessoas me criticando, me dando orientações do que eu deveria ou não fazer. E sempre achei que a melhor pessoa que sabe o que é bom para a minha filha sou eu, a mãe. Se ela não queria comer, não tinha porque eu insistir. E muitas vezes eu perdi a paciência e me estressei. Isso me causava uma exaustão e dar de mamar era a maneira mais fácil. Muitas amigas que foram mães não enfrentaram a pressão pelo desmame, pois de uma maneira "natural" seus bebês deixaram de mamar logo cedo. Então eu me vi a única que ainda dava de mamar e, lamentavelmente, me sentia culpada por não conseguir desmamar. Enfiei na minha cabeça que a culpa era minha por não ter insistido numa mamadeira ou por simplesmente não negar e tentar outras formas de distração. Mas olha só, estava tão pressionada com o desmame que me sentia culpada por ainda amamentar! Não imaginava em hipótese alguma que a amamentação se transformaria num incômodo. Foi quando comecei a refletir comigo mesma o que realmente me incomodava: eu mesma, a família, as outras mães ou a sociedade? De um certo modo entrei em colapso nervoso quando me vi, após 1 ano, sem emprego fixo, sem conseguir terminar meu curso e sem ter uma vida social noturna. Pois me sentia muito sozinha em casa. E durante a noite ela sempre acordava para mamar ou simplesmente para sentir o conforto do peito, o cheiro da mãe e toda a proteção que só mãe pode dar ao bebê no período da noite. Muitos outros fatores foram influenciando em minha decisão de querer parar com a amamentação. Ter mais tempo para mim era um dos motivos que mais pesaram. Eu queria voltar a vida ativa de antes e não estava aceitando que 1 ano depois eu ainda continuasse com um bebê que mama em meu colo! Queria mais independência da parte dela e da minha, é lógico. Queria poder deixá-la com o pai, com os avós ou qualquer outra pessoa da família e que isso fosse algo normal. Mas me vi sem nenhuma dessas opções, pois todos me diziam que o fato dela mamar era impossível ficar! Resumindo: ninguém queria ter paciência, me ajudar com o desmame. Pois é muito difícil mesmo ficar com um bebê que em um determinado momento vai pedir o peito, vai querer mamar, vai chorar, vai ficar manhosa e a única pessoa que aguenta isso é a mãe! Nem mesmo o pai tem paciência. Fato! Então era isso: a pressão dos outros, de mim mesma, das outras mães, da família e da sociedade. Esse ano resolvi aceitar, passei a enxergar com outros olhos. Uma amiga minha me ajudou muito. Enxergou meu lado, meu sofrimento e minha angústia. Ela viu que amamentar sempre foi algo que eu gostava de fazer, que tinha prazer, que em nenhum momento afetou meu pudor ou minha vaidade, meus peitos não caíram nem ficaram feios, pelo contrário, só tive benefícios em amamentar. Então por que essa pressão? A atriz Juliana Paes ainda amamenta seu filho de 1 ano, Cássia Kiss amamentou até os 3 anos. A minha mãe também. Yasmin vai deixar no tempo dela. Essa é uma decisão minha também, pois quero passar por essa fase de maneira tranquila, ter histórias para contar. Amamentar faz parte da minha vida e do meu cotidiano. Aceitar esse fato é um passo que estou dando para ser uma pessoa mais feliz, plena e realizada. :)

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia, e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa.

FELIZZZZZ 2012!! QUE NESTE ANO NOVO O AMOR DE DEUS POSSA INVADIR AS NOSSAS VIDAS PLENAMENTE!!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sentimentos LIVRES


As pessoas de uma maneira ou de outra acabam se intrometendo na vida de outras, dando palpites, julgando-as, transformando o problema alheio em passatempo para suas vidas monótonas. São seres inferiores e não tem conhecimento disso. Essas pessoas pouco me importam. FELIZMENTE tenho muitos amigos aqui em João Pessoa e a corrente de amizade é forte, incapaz de ser destruída por sentimentos alheios ruins. Mas precisamos aprender a esquecer o passado e seguir em frente, sem culpas e penas de nós mesmos e sem precisar transformar a vida dos outros num inferno. Com a surpresa de ser mãe tive a chance e a oportunidade de enxergar outros pontos de vistas, de abrir minha mente à novos desafios e me desvincular dos sentimentos mal resolvidos. A verdade vem para provar como somos imperfeitos e como temos muito o que aprender. É bom saber que existe alguém se libertando de seus próprios pensamentos negativos, afinal, só fazem mal à ela mesma. Eu me resolvi com o tempo em que fui me acostumando com a situação e aceitando o fato e não vendo mais como um problema mas como uma solução. Guardei durante um tempo mágoas e decepções que foram difíceis de me libertar, mas não quero mais alimentar em meu coração sementes que não me darão bons frutos e não me levarão à lugar nenhum. Pois tenho um bem MAIOR à me dedicar nessa vida e não quero perder meu tempo preocupando a minha mente com pensamentos do que eu poderia ter feito no passado ou o que vou fazer com o futuro, viver o aqui e agora, o momento presente é a maior prova de que estou viva e continuo seguindo em frente, sem olhar para trás com dor e levando comigo só o que ficou de bom! Sou LIVRE e posso caminhar tranquila outra vez.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Aos que não veem o pôr-do-sol!!


É impressionante como as pessoas se preocupam só com elas mesmas... e roubam as suas palavras para se sentirem atingidas e pensam estar no direito de tratar você de maneira baixa e grosseira! Eu cansei desse tipo de ser humano, pois há muito tempo me permiti conviver com isso: restos de bondades, migalhas de sentimentos. Hoje não há mais espaço na minha vida para afetos pequenos.

Eles são geniosos, se consideram (acima do bem e do mal) artistas revolucionários!! São de uma espécie de animal completamente irracional, que nem um crocodilo seria assim tão insensível... ou são sensíveis às avessas e mantém uma certa simpatia com o inescrupuloso. Adoram cutucar as feridas alheias ao mesmo tempo que são cheios de cicatrizes abertas e metem as unhas encravadas dos pés pelas mãos...

Seres imperfeitos todos nós somos... porém são maldosos (inconscientemente ou não) e esquecem com tranquilidade e na maior facilidade o que fizeram e, pior, agem como vítimas constantes do acaso, sempre com uma versão nova dos fatos verdadeiros e acusam, sem nenhuma descrição, do problema estar no outro, sempre.

Esses autênticos sadomasoquistas, usuários da linguagem chula, são grandes seres humanos incapazes de enxergar a verdadeira beleza dentro de si mesmo, simplesmente porque são adeptos à extravagância e se sentem inteligentes ao extremo. Por isso colocam todos os seus valores à perder. Poucos são os que os compreendem e possuem carga energética suficiente para conviver ao lado desses déspotas travestidos de entes queridos. Essas pessoas não nos são estranhas, vivem sob o mesmo teto que o nosso e, muitas vezes, são pessoas que nós amamos.

É dessa lição que eu retiro mais forças ainda para continuar assistindo ao espetáculo da vida e continuar me doando ao sentimento mais pleno e libertador...




sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Padecendo no paraíso...


Yasmin continua linda, saudável... Só mesmo o amor de mãe para enxergar tamanha beleza e perfeição em um ser que ainda é um bebê dentro do ventre materno. Essa felicidade toda é um presente dos Deuses, às vezes me pergunto se mereço mesmo toda essa magia envolta desse sentimento ÚNICO e VERDADEIRO, merecendo ou não fui escolhida para esta missão e já sinto que estou "padecendo" no paraíso antes mesmo da minha pequena flor nascer. Eu sei que vou estar lá, vidrada, ligada o tempo todo nela e vou perder um pouco do MIM MESMA, sendo capaz de esquecer todas as adversidades da vida impostas pelos seres humanos para conhecer FINALMENTE o sentimento mais nobre que existe no universo: que não se compara, não se imita, não se inveja, não tenta ser melhor nem pior, apenas interioriza em nosso ser, em quem se permite. E como grávida ou futura mãe da minha florzinha eu já consigo, posso e sou capaz de sentir todo este sentimento MAIOR.

Pesando 1.645g, medindo 41cm, com 31 semanas de gestação... minha flor se mostra cada vez mais forte! Ela está sentada no lado esquerdo do meu ventre e já não tenho mais certeza se o parto vai ser normal, logo agora que eu estava começando a me preparar para deixar que a minha filha viesse ao mundo da maneira mais natural possível, deixando de pensar na dor do parto e começando a aceitar a vida como ela é, a natureza com os seus carmas e darmas.

Às vezes me vêm uns pensamentos e fico imaginando que tudo poderia ser diferente, que eu deveria ter feito escolhas MELHORES na vida da minha primeira filha. Mas como imaginar um mundo que você não viveu? Um mundo que só existe porque você de uma maneira ou de outra não quer aceitar o mundo que você tem. É por isso que eu sempre digo e repito: não há tempo para arrependimento e ressentimento, só existe o tempo que vivemos AGORA, e devemos fazer desse agora um mundo cada vez melhor.

Nessas últimas semanas eu vivi os meus piores pesadelos, enfrentei toda forma de invasão à minha alma, lutei por um ambiente melhor (de paz e amor), contestei o que cabe só a mim julgar, me "virei" da forma que pude, pedi ajuda aqui, um help ali... fui em busca de vários portos-seguros (os amigos à quem sou grata, minha família, com todos os seus defeitos e qualidades, e meu maior porto-seguro: minha MÃE!), aprendi que nunca estamos sós e que há sempre uma saída. Uma semana inteira conturbada, sem nenhuma idéia fixa para abrir a minha mente, com o coração cheio de confusão e o corpo cansado, exausto... foi quando pedi PERDÃO à ela, o único ser que não merece todo esse caos interno, à minha filha querida que ainda é um bebê dentro do meu ventre, e assim pude me redimir e voltar à ter mais controle sobre tudo o que não é MAIS importante para nós duas.

Resumindo: a semana recomeçou tranquila, tudo estava da mesma maneira que encontrei ou, na verdade, os ventos estavam se acalmando e pondo as coisas em ordem novamente.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mas uma força me leva à cantar...



Estive realmente pensando, só agora, tudo o que deixei de fazer nos últimos meses e percebi em mim uma força estranha, que invadiu os meus sentidos, minha razão e minha emoção, "ANDO EXTREMAMENTE À FLOR DA PELE E QUALQUER BEIJO DE NOVELA ME FAZ CHORAR", como diz a letra dessa música. A minha vida antes de Yasmin era uma completamente, hoje pós-Yasmin é outra. Não que eu tenha mudado, mas que a minha rotina sim. Costumo dizer que essa é uma fase de transformação, de mudanças e adaptações. A gravidez é um ensaio, uma preparação psicológica para o que vem pela frente. Confesso que ando sendo uma mamãe egoísta e só tenho pensado nela, ou egoísta não seria a palavra justa para ela, já que ela não tem culpa de nada e é ELA quem está me fazendo feliz, do modo em que eu pretendo fazê-la assim que der a cara pro mundo e mostrar seu sorriso e seus olhinhos para mim! Em um momento súbito da noite, chorei, chorei todas as lágrimas que me restavam, como quem chora sem nenhuma vergonha de si mesmo e mistura tudo quanto é sentimento nesse delúvio... amor, tristeza, arrependimento, rancor, decepção, desilusão, felicidade, medo, solidão, esperança e FÉ! Porque no fim só resta a fé, porque é a fé quem vai me guiar e me acompanhar por todos os meus dias, da nova batalha que está por vir. E não falo só da luta em criar a minha filha nesse mundo caótico dos dias atuais. Falo da luta cotidiana, da tolerância com o outro, da paciência embutida no dia-a-dia, do corre-corre do término da faculdade, dos falsos presságios, da internet turbilhada de informações que algumas nos levarão às ruínas e que é preciso ADMINISTRAR a vida aqui fora e não se deixar levar pela inveja moderna que invade nossas páginas de redes sociais. E que tudo isso só se resume ao fato de um individualismo escancarado.


Com tudo que vem acontecendo no mundo, meu mundo também não pára e eu continuo de pé, porque um dia eu vi uma pessoa, um ser muito especial, e que apesar dela chorar muito eu vi o quanto ela foi forte por suportar todas as suas lágrimas. Essa pessoa nada mais era que a minha mãe. E um dia quero ser o mesmo espelho que a minha mãe foi para mim para que eu seja o espelho da minha Yasmin!


sábado, 28 de agosto de 2010

Por uma nova filosofia de vida




Como o ano passou ligeiramente intenso para mim... mal dá para imaginar que já estamos quase no fim do ano. E como ela cresceu! Entrando agora no 7º mês de gestação, último trimestre da gravidez e reta final dessa jornada, estamos esperando com total ansiedade o dia do nascimento de Yasmin, previsto para novembro. Muita coisa vem acontecendo e mais mudanças devem acontecer daqui para frente. O retorno às aulas na Universidade foi só um indício de que a vida continua e de que eu não desisto dos objetivos que pretendo alcançar. Por mais que pareça difícil eu simplesmente estou vivendo e aprendendo muitas coisas novas a cada dia que passa. A sensação que eu tenho é como se a minha vida tivesse começado de novo e tudo se resumisse a esse momento em que eu estou vivendo. Como se tudo que eu já tivesse vivido não mais bastasse, mesmo que tudo tivesse sido tão intenso e tão significante para mim... Antes eu poderia dizer "Eu morro hoje, mas feliz!" Afirmando a minha filosofia de "viver o momento". A sensação é de LIBERTAÇÃO... e sinto que eu jamais poderia reafirmar a minha velha filosofia pois mais do que nunca quero viver e tenho muita vontade disso. A nova filosofia que se encaixa nesse momento é a de "viver o dia de amanha", pois a cada noite que cai e cada dia que levanta eu preciso acordar para esperar por ela.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Uma decisão pode MUDAR tudo.


Nada é maior ou mais importante do que o momento em que eu estou vivendo e tentando aproveitar ao máximo. Pequenas coisas que eu vejo e sinto noto como são pequenas diante a grandeza deste sentimento que eu tenho dentro de mim. É normal ficar um pouco mais sensível do que antes e responder à tudo e à todos, como uma maneira de manter-se mais forte e segura. Mas eu percebo também que nada disso vai me manter firme. O que realmente vai me fortalecer mais do que eu já sou é a minha capacidade de enfrentar as adversidades da vida com os meus erros e acertos, e tentando sempre encontrar uma solução ou uma saída. E o que me mantém mais do que nunca firme e forte é a minha maneira de olhar sempre para frente. É isso o que me mantém: seguir. Seguindo em frente eu posso esquecer tudo o que não vai me acrescentar em nada, posso olhar para frente e sorrir! Porque uma coisa é certa: EU AMO VIVER E AMO A MINHA VIDA. Sou vaidosa com a minha vida e tento sempre mantê-la bela. Sou jovem, tenho muita vida pela frente, muito o que aprender e a ensinar. INFELIZES SÃO OS QUE PERDEM O SEU TEMPO PRECIOSO DEDICANDO-SE À RESSENTIMENTOS E MÁGOAS. Coisas que já passaram não tem volta, a palavra já diz P-A-S-S-A-D-O. Então, porque vou me preocupar se tenho na minha frente uma nova estrada a seguir, uma nova história a ser feita. Minha vida começou de novo à partir do momento em que decidi assumir a responsabilidade de ser mãe e que essa decisão me fez a mulher MAIS FELIZ DO MUNDO. Não sei você, mas eu sou feliz!!



terça-feira, 20 de julho de 2010

Ao teu AMOR serei atenta!


Dessa vez fui mais tranquila à consulta médica, porém foi diagnosticado um quadro baixo de anemia, nada grave, mas agora tenho que dar mais atenção a minha alimentação: mais nutrientes menos gorduras, foi o que a minha médica disse. O meu peso aumentou um pouquinho, a pressão continua normal e ouvimos o coraçãozinho dela pra mamãe aqui dormir feliz. Minha pequena flor está crescendo e os seus movimentos dentro da minha barriguinha são cada vez mais notórios. Quando não se mexe sei que está dormindo... às vezes sou eu que a chamo, passo a mão na barriga, faço uma massagem... ela sempre responde! Com um chute... hahahaha!

5 meses já se passaram... e só de imaginar que mais 4 meses também se passarão depressa fico ainda mais ansiosa. Mas devo dizer que estou na minha fase mais tranquila e feliz. Sabe a angústia daqueles três primeiros meses? Pois é... a fase de aceitação e de adaptação se passaram tão rápido que nem parece que eu convivi com esse medo todo da gravidez. Parece que foi ontem e que tudo se passou num piscar de olhos, num passe de mágica! Sabe o que é olhar pro vestidinho dela lilás com bordados de laçinhos que imitam um sorrisinho no meio do vestido? É imaginar que logo-logo ela vai estar ali dentro toda empacotadinha e só vai ter olhos para MIM! A mãe dela!!

Não vejo a hora de tê-la em meus braços... eu sei que devo curtir mais a gravidez... Dizem que 9 meses são tão pouco para uma gestação de um bebê, mas para mim é quase 1 ano que se passa na minha vida! 1 ano de espera... mas para quem viveu até hoje, todos esses 23 anos sem filho, parece tão pouco né? Ahhhh Mas quando ela está dentro de você é diferente... Uma coisa é você desejar um dia ser mãe... Outra coisa é você saber que já é mãe e que vai ter um bebê que vai sair de dentro de você! Os homens conseguem entender isso??
Hum... não sei.

Que bom que a minha percepção está mudando... que ótimo é saber que essa foi a MELHOR notícia que eu poderia receber nos meus últimos anos de vida. Eu nem sei mais como seria a minha vida sem ela aqui dentro de mim. Sinceramente... não dá pra imaginar um mundo melhor, daria sim para saber que tudo seria igual, que tudo continuaria igual do mesmo jeito que eu havia deixado, mas com ela tudo é DIFERENTE! E tudo se resolverá no tempo certo, pois a minha maior preocupação é apenas ELA e mais NADA!

Mamãe te ama com todas as forças que ainda restam, com todas as forças que fui retirada e negada, mas com toda renovação de espírito que a minha fadinha me trouxe de volta... e que só a ela devo o meu AMOR entregar. Pois Deus é amor, paz e renovação... e nós duas temos TUDO isso de sobra... para dar e oferecer a quem realmente merece.


sábado, 26 de junho de 2010

Carta (II)


Oi meu anjinho,

Como é que tá aí dentro da minha barriguinha hein? Há alguns dias meu bebêzinho não pára de mexer né? É sinal de que você está crescendo e tá ficando apertadinho ai, mas é normal, mesmo apertado é gostoso e confortável...
A mamãe não vê a hora de te ver na ultrasonografia, se soubessem como é ficar sem te ver todas essas semanas desde a última quando meu bebezinho completou 3 meses, imaginariam a minha ansiedade...
Antes, a mamãe não tinha noção como era carregar um bebezinho dentro dela, não tinha a menor idéia de como isso iria mudar a minha vida.
Eu ficaria mais ansiosa do que já sou? Me incomodaria muito com o pesinho da barriguinha? Me queixaria de dores nas costas? Ou me sentiria assustada com a mudança radical em meu corpo?
Sabe, meu bebê, de todas essas perguntas é bastante comum a maioria das mulheres responderem que sim, inclusive a mamãe já se queixou de dores na coluna, do peso da barriguinha, do cansaço, das posições em que dormir e todos os dias me olho no espelho para ver se meu corpo tá mudando muito. Mas tudo isso que eu sinto acontecendo comigo é porque estou me preparando para receber você e te dá a vida!
E não é nada disso que me incomoda...
Desdo o dia em que descobri que você estava dentro de mim o meu mundo se transformou, eu me transformei e, finalmente, acordei! É... acordei para a vida que estava se originando dentro de mim...
Com apenas 6 semanas, eu assumi que estava grávida. Com 8 semanas, eu fiz a primeira ultrasom e ouvi o seu coraçãozinho e já pude te chamar de "meu bebê". De hoje em diante você é meu, infinitamente, meu mundo.

Ass: Mamãe


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Iniciando um novo ciclo


Voltando dos 24 graus que faz em Campina Grande e enfrentado o "inverno" de João Pessoa com alergias acompanhadas de espirros, corises, garganta seca e leves "cof! cof!" me sinto mais forte para encarar mais um trimestre de gestação. Sabe, há dias que é tudo mais difícil... a barriga pesa, a falta de respeito de uns também pesa e a inveja de outros também. Porque sou mulher, jovem, saudável e bela. E isso incomoda muita gente não é mesmo? Mas incomoda, principalmente, a quem não enxerga o valor em si mesmo e só sabe olhar e criticar as outras pessoas, avaliando a vida alheia. Mas que bom que no meu mundo existem pessoas dignas de todo o meu respeito e apoio para o que precisar. Pois os amigos que me estenderam a mão no momento em que eu mais precisei em toda a minha vida terão o meu respeito e a minha amizade para sempre, se isso depender de mim.

Nos primeiros 3 meses foram de muitos enjoos, vômitos e falta de apetite. Entrando no 4º mês sinto que estou comendo bem melhor, comendo pouco ainda mas em vários momentos do dia. O importante é não ficar mais de 3 horas com o estômago vazio. Coisas boas vem acontecendo. Planos se concretizando. Viagens. Aniversários. Chá de bebê que se aproxima. A hora de comprar o enxoval e o momento mais esperado: saber o sexo do bebê! Enfim, "após a chuva vem a bonança" e é assim que me sinto nos próximos 30 dias. Com a Copa do Mundo, o Brasil estreiando sua vitória, o mundo vibra e conspira pela nossa seleção. Esse momento é único de total emanação de energias positivas, essa é a hora de me sentir melhor e dar àdeus à todos os fantasmas do passado. Acordar de madrugada para beber água e fazer xixi já faz parte da minha rotina e nem reclamo mais, aproveito para assistir "Grace" e em seguida "Telecurso Brasil" e o "Festival de Desenhos".



sábado, 5 de junho de 2010

Carta




Oi meu querido anjinho,

Como está se sentindo? Está tudo bem ai dentro?
Sabe... mamãe se sentiu um pouco triste hoje.
Mas não se preocupe minha fadinha, tudo vai ficar bem de novo.
É que às vezes até as mães choram, sabia?
Quando eu era pequenininha, achava que a minha mãe não chorava, que aguentava tudo... Sempre a vi como o meu escudo protetor, mas um dia vi que esse escudo também pode cair em algum momento frágil, delicado...
Mas ela sempre tentou me proteger. E é isso que eu sinto com você.
Por mais que seja difícil em momentos delicados como este, sempre vou proteger você, não importa o que aconteça...
Vou esperar o tempo que for para ver meu anjinho lindo e saudável aqui fora, nos meus braços...
Sabe o que mais me sustenta? Apesar de ser eu a que lhe sustenta é você que me segura, é quem me dá força e motivação para nunca desistir em momentos em que alguma pedra atravessar o meu caminho.
E é essa lição que vai ficar para a vida toda, a de nunca desistir...
Não importa a intensidade da queda nem o número de vezes em que ela acontecer...
O mais importante, meu anjo, é seguir sempre em frente, confiar nos verdadeiros amigos e ter amor à vida.
Nesses momentos assim, eu penso nas pessoas que estão comigo... e nas que não estão...
É, eu sei, a mamãe não deveria pensar naqueles que nada têm para acrescentar ao seu lado.
Você tem toda razão. Você é a minha razão.
Agora, mais do que nunca, sei que você veio em forma de uma sementinha para desabrochar em uma linda flor...
Ou para se tornar em um lindo anjinho...
Se a mamãe for presenteada com uma destas duas milagrosas bênçãos por ter certeza que ela vai ser a pessoa mais radiante de felicidade do mundo! Porque ela sabe, com toda convicção e sentimento, que você veio para dar sentido à vida dela.
E repensando em tudo o que eu fiz na minha vida, em tudo que eu achava que tinha feito de bom, ou de surpreendente, você, o meu anjinho, é que foi o acontecimento mais belo e sublime da minha existência aqui na Terra...
Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito de tudo que eu achava ter feito de bom.
Ter essa certeza diante minha própria existência me faz ter a maior certeza de que eu não continuaria da mesma maneira sem você...
O vácuo, o vazio, o inacabado, tudo aquilo que não faz sentido morreu de dentro de mim, porque tudo se encaixa agora, tudo realmente tem um valor único e especial.
Como eu poderia passar por essa vida e não ter você?
Como eu poderia abrir mão da minha maravilha fruto do meu próprio ser?
Meu amor, meu verdadeiro amor, cada dia que passa eu penso mais em você...
Penso em suas formas, penso no seu olhar, no seu sorriso...Penso em como vou te olhar e como quero tanto te olhar e te ver...
Esse dia ainda não chegou e quero aproveitar todos os dias em que você ainda está aqui dentro de mim e que eu posso senti-lo intensamente...

Já sei que te amo, que te quero muito e que vou te proteger e lutar por você, meu anjinho...

Ass: Mamãe.

Por Bruna Steinbach.