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sábado, 18 de setembro de 2010

Me despedindo do 7º mês



Quando eu me dou conta a semana já se passou rápido, perto de completar 32 semanas (dia 21/09, pois entro sempre em uma nova semana toda terça-feira) e entrar no 8º mês lunar da minha gravidez faço um balanço comigo mesma sobre tudo que a gestação me proporcionou de bom e de "ruim" e os momentos em que vivenciei.

Primeiro, em relação à estética eu não mudei nada, minha pressão não subiu e eu não fiquei toda inchada. Os 10kg que eu ganhei (é, não aparenta, mas acreditem, eu ganhei os 10 quilos mais felizes da minha vida!) foram tão bem destribuídos no meu corpo que isso não virou motivo para desespero. Mesmo assim a minha médica deu umas dicas de como evitar massas, carboidratos, açucar e sal, para não ter problemas em baixar a barriga depois do parto. Então procuro fechar a boquinha durante a semana me alimentando de fibras, ferro e vitaminas (rsrsrs!) e aí no final de semana eu me solto e me permito comer crepe de chocolate com morango (preparado especialmente, e com amor, pela madrinha de Yasmin), tapioca com leite condensado e lasanha de frango ou à bolonhesa. Ai de mim se a Dr. Ione souber disso! (rsrs!) A minha pele está melhor, eu não vivo morrendo de calor porém as minhas alergias respiratórias é que são os maiores motivos de todo o meu sofrimento (rsrs!) A minha gravidez é muito saudável, sem complicações e se tem algo que eu gostaria de reclamar é do peso da barriga que vai toda para a lombar, das dores nas pernas por falta de circulação, da falta de ar por causa do espaço na barriga que vai ficando cada vez mais apertado para a bebê e a posição adequada para dormir. No mais, do que posso reclamar se não o fato de não ver a hora dela nascer e pegá-la no colo, levá-la à praia e colocar os seus pézinhos miúdos na água do mar e deixar ela se melar toda das areias molhadas... Mas além disso não posso reclamar e pedir para ela nascer logo pois ainda tenho que terminar esse semestre na faculdade antes mesmo dela vir ao mundo! (tive sorte que o período do curso se encerra no mês de dezembro e não haverá problemas para mim em precisar trancar pois vou ser liberada antes, no entanto eu tenho que correr para fazer todos os artigos, trabalhos e apresentações de seminários para não ter que me preocupar com o meu CRE depois, e pisar no campus só em fevereiro de 2011 para a nova matrícula, pagar as cadeiras que ainda faltam e concluir o curso em dezembro!)

Depois de alguns meses, quem sabe ir morar numa casa mais perto ainda do mar (já somos privilegiadas por morar na praia!), com um belo jardim verde, beija-flores a nos visitar toda manhã, sentindo aquele cheiro de maresia e a primeira coisa a fazer ao levantarmos é pisar nas areias brancas e agradecer ao nosso ser interior pela paz sentida. E vê-la crescer saudável, rodeada de amor, perto da natureza e feliz será também a minha maior felicidade!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Padecendo no paraíso...


Yasmin continua linda, saudável... Só mesmo o amor de mãe para enxergar tamanha beleza e perfeição em um ser que ainda é um bebê dentro do ventre materno. Essa felicidade toda é um presente dos Deuses, às vezes me pergunto se mereço mesmo toda essa magia envolta desse sentimento ÚNICO e VERDADEIRO, merecendo ou não fui escolhida para esta missão e já sinto que estou "padecendo" no paraíso antes mesmo da minha pequena flor nascer. Eu sei que vou estar lá, vidrada, ligada o tempo todo nela e vou perder um pouco do MIM MESMA, sendo capaz de esquecer todas as adversidades da vida impostas pelos seres humanos para conhecer FINALMENTE o sentimento mais nobre que existe no universo: que não se compara, não se imita, não se inveja, não tenta ser melhor nem pior, apenas interioriza em nosso ser, em quem se permite. E como grávida ou futura mãe da minha florzinha eu já consigo, posso e sou capaz de sentir todo este sentimento MAIOR.

Pesando 1.645g, medindo 41cm, com 31 semanas de gestação... minha flor se mostra cada vez mais forte! Ela está sentada no lado esquerdo do meu ventre e já não tenho mais certeza se o parto vai ser normal, logo agora que eu estava começando a me preparar para deixar que a minha filha viesse ao mundo da maneira mais natural possível, deixando de pensar na dor do parto e começando a aceitar a vida como ela é, a natureza com os seus carmas e darmas.

Às vezes me vêm uns pensamentos e fico imaginando que tudo poderia ser diferente, que eu deveria ter feito escolhas MELHORES na vida da minha primeira filha. Mas como imaginar um mundo que você não viveu? Um mundo que só existe porque você de uma maneira ou de outra não quer aceitar o mundo que você tem. É por isso que eu sempre digo e repito: não há tempo para arrependimento e ressentimento, só existe o tempo que vivemos AGORA, e devemos fazer desse agora um mundo cada vez melhor.

Nessas últimas semanas eu vivi os meus piores pesadelos, enfrentei toda forma de invasão à minha alma, lutei por um ambiente melhor (de paz e amor), contestei o que cabe só a mim julgar, me "virei" da forma que pude, pedi ajuda aqui, um help ali... fui em busca de vários portos-seguros (os amigos à quem sou grata, minha família, com todos os seus defeitos e qualidades, e meu maior porto-seguro: minha MÃE!), aprendi que nunca estamos sós e que há sempre uma saída. Uma semana inteira conturbada, sem nenhuma idéia fixa para abrir a minha mente, com o coração cheio de confusão e o corpo cansado, exausto... foi quando pedi PERDÃO à ela, o único ser que não merece todo esse caos interno, à minha filha querida que ainda é um bebê dentro do meu ventre, e assim pude me redimir e voltar à ter mais controle sobre tudo o que não é MAIS importante para nós duas.

Resumindo: a semana recomeçou tranquila, tudo estava da mesma maneira que encontrei ou, na verdade, os ventos estavam se acalmando e pondo as coisas em ordem novamente.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Um novo mundo nos espera!



Quem diria que eu seria mãe logo agora, prestes a me formar em jornalismo, prestes à dar um novo salto em minha vida. Mas por vontade do destino ele quis assim. Yasmin surgiu dentro de mim no momento mais dilemático da minha vida e impos lado a lado todos os conceitos do que é certo e do que é errado, me mostrou da maneira mais impactante qual o verdadeiro sentido da vida, me colocou contra e à favor de mim mesma para que eu aprendesse a me amar melhor e mostrou as adversidades que eu deveria enfrentar. Para uns uma notícia bombástica, para outros o melhor e maior segredo que eu poderia revelar e para ELA a sua hora chegada aqui na Terra. Ela não quis saber dos assuntos mal resolvidos entre os seres humanos, essa florzinha simplesmente se implantou aqui dentro do meu ventre sem pedir licença e foi começando a crescer rápido demais, anunciando sua vinda. Ela queria se mostrar e avisar pra todo mundo: "Opa! Eu cheguei, sai da frente!"

E eu a aceitei desde o primeiro momento que ainda era uma semente. E quando começou a crescer e criar formas de um ser a felicidade me invadiu por uma força tamanha que nada mais me preocupava. Eu estava de boa e me sentia cada vez mais forte para enfrentar esse novo desafio ou qualquer um que me surgisse pela frente. Pois fui abençoada pelos ceús a cuidar, amar, proteger e guardar esta pequenina flor com o nome de YASMIN.

7 meses já se passaram e uma vida cresce dentro de mim. A minha vida também continua a crescer e eu continuo enfrentando novos desafios. Nada acabou por aqui. Passei os 7 meses tentando reencontrar a paz e o equilíbrio em mim mesma, tentando me sintonizar com a minha pequena flor, seja pelas areias da praia, mostrando para ela o mar, apreciando o vento ou em casa, no nosso quarto, ouvindo música e sentindo as vibrações entrelaçadas em nosso corpo. Fui conhecendo a minha Yasmin aos poucos e breves 7 meses. Se passaram rápidos e já podemos nos sintonizar melhor e trocar as nossas energias afetivas. À 2 meses de ter a minha baby começo a me preparar e a reparar tudo que ficou para trás. Assim que Yasmin nascer um novo mundo ela deverá encontrar e a sua mamys estará à postos para qualquer desafio encarar!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mas uma força me leva à cantar...



Estive realmente pensando, só agora, tudo o que deixei de fazer nos últimos meses e percebi em mim uma força estranha, que invadiu os meus sentidos, minha razão e minha emoção, "ANDO EXTREMAMENTE À FLOR DA PELE E QUALQUER BEIJO DE NOVELA ME FAZ CHORAR", como diz a letra dessa música. A minha vida antes de Yasmin era uma completamente, hoje pós-Yasmin é outra. Não que eu tenha mudado, mas que a minha rotina sim. Costumo dizer que essa é uma fase de transformação, de mudanças e adaptações. A gravidez é um ensaio, uma preparação psicológica para o que vem pela frente. Confesso que ando sendo uma mamãe egoísta e só tenho pensado nela, ou egoísta não seria a palavra justa para ela, já que ela não tem culpa de nada e é ELA quem está me fazendo feliz, do modo em que eu pretendo fazê-la assim que der a cara pro mundo e mostrar seu sorriso e seus olhinhos para mim! Em um momento súbito da noite, chorei, chorei todas as lágrimas que me restavam, como quem chora sem nenhuma vergonha de si mesmo e mistura tudo quanto é sentimento nesse delúvio... amor, tristeza, arrependimento, rancor, decepção, desilusão, felicidade, medo, solidão, esperança e FÉ! Porque no fim só resta a fé, porque é a fé quem vai me guiar e me acompanhar por todos os meus dias, da nova batalha que está por vir. E não falo só da luta em criar a minha filha nesse mundo caótico dos dias atuais. Falo da luta cotidiana, da tolerância com o outro, da paciência embutida no dia-a-dia, do corre-corre do término da faculdade, dos falsos presságios, da internet turbilhada de informações que algumas nos levarão às ruínas e que é preciso ADMINISTRAR a vida aqui fora e não se deixar levar pela inveja moderna que invade nossas páginas de redes sociais. E que tudo isso só se resume ao fato de um individualismo escancarado.


Com tudo que vem acontecendo no mundo, meu mundo também não pára e eu continuo de pé, porque um dia eu vi uma pessoa, um ser muito especial, e que apesar dela chorar muito eu vi o quanto ela foi forte por suportar todas as suas lágrimas. Essa pessoa nada mais era que a minha mãe. E um dia quero ser o mesmo espelho que a minha mãe foi para mim para que eu seja o espelho da minha Yasmin!


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O que os astros dizem



Apaixonada por astrologia que sou, “coincidentemente” (já que não acredito em coincidências) ao entrar numa livraria e curiosamente buscar livros sobre mães e filhos encontrei um intitulado “o que os astros dizem sobre o seu bebê”. Como a minha Yasmin pretende nascer em novembro será do signo de escorpião, a não ser que ela demore mais alguns dias e decida ser sagitariana igual à mãe. À princípio fiquei surpresa com a idéia de dar à luz uma escorpiana pois sempre soube que não seria fácil lidar com este signo, que são astutos e perspicazes, manipuladores porém bastante amorosos.

Como a astrologia é uma ciência imprevisível não podemos acreditar em tudo ao “pé da letra” e temos que estar sempre abertos às mudanças de cada personalidade astrológica. Mas, então, voltando ao assunto do livro que encontrei, as palavras que ali estavam digitadas só confirmavam ainda mais o que eu já conhecia sobre o signo de escorpião, apesar de nunca ter me envolvido com ninguém deste signo, ao menos que eu saiba ou que me lembre. Na minha casa todas as mulheres são sagitarianas, tenho um irmão de virgem e uma sobrinha, de 5 anos de idade, de aquário. Meus últimos relacionamentos amorosos foram com libra e áries. Apesar de ter em minha vida virginianos conturbados e complicados, por incrível que pareça quando nos relacionamos amorosamente alguns signos do horóscopo nos surpreendem. O exemplo que tenho em relação à isto é que sempre achei que o signo de libra me traria mais equilíbrio em minha vida, enquanto na prática o libriano é manipulador e envolvente. Está aí a diferença em ser namorada ou amiga de um signo de libra. Já as minhas duas melhores amigas são de libra e em nenhum momento sequer me senti manipuladas por elas, apesar de achar uma mais equilibrada e a outra mais emotiva, passional.

Sem querer fugir do assunto, volto a falar do livro. O bebê de escorpião é sensível, profundo e esperto. Intuitivamente, sabe o que sentem à respeito dele e para contrariar essa vontade o desprezam. É mesmo surpreendente, e de se esperar. Mas uma coisa eu achei interessante, no livro diz que os bebês de escorpião são “bruxinhos” e que vieram ao mundo com muitos segredos. Se as pessoas que lidam com este signo souberem usar as armas certas para conviver com este serzinho misterioso dotado de poderes surreais terão em suas mãos as respostas para tudo em suas vidas. Mas se, ao contrário disso, virarem escravos das vontades de seus bebês irão perder o poder que só eles poderão repassar. Além do mais, o bebê de escorpião vê na mãe a maior força poderosa que existe e só à ela cabe proteger e desvendar os mistérios do seu “bruxinho” ou “bruxinha”. Porém isto não quer dizer que eu tenha que rejeitar os pedidos da minha pequena, o livro fala exatamente nas maneiras que você deve lidar com as vontades do seu bebê. Nos primeiros meses é normal toda a bajulação e paparicação da família, mas assim que o baby começar a falar a mãe deve estar atenta à todos os sinais misteriosos de seu filho.


sábado, 28 de agosto de 2010

Por uma nova filosofia de vida




Como o ano passou ligeiramente intenso para mim... mal dá para imaginar que já estamos quase no fim do ano. E como ela cresceu! Entrando agora no 7º mês de gestação, último trimestre da gravidez e reta final dessa jornada, estamos esperando com total ansiedade o dia do nascimento de Yasmin, previsto para novembro. Muita coisa vem acontecendo e mais mudanças devem acontecer daqui para frente. O retorno às aulas na Universidade foi só um indício de que a vida continua e de que eu não desisto dos objetivos que pretendo alcançar. Por mais que pareça difícil eu simplesmente estou vivendo e aprendendo muitas coisas novas a cada dia que passa. A sensação que eu tenho é como se a minha vida tivesse começado de novo e tudo se resumisse a esse momento em que eu estou vivendo. Como se tudo que eu já tivesse vivido não mais bastasse, mesmo que tudo tivesse sido tão intenso e tão significante para mim... Antes eu poderia dizer "Eu morro hoje, mas feliz!" Afirmando a minha filosofia de "viver o momento". A sensação é de LIBERTAÇÃO... e sinto que eu jamais poderia reafirmar a minha velha filosofia pois mais do que nunca quero viver e tenho muita vontade disso. A nova filosofia que se encaixa nesse momento é a de "viver o dia de amanha", pois a cada noite que cai e cada dia que levanta eu preciso acordar para esperar por ela.