Mostrando postagens com marcador Amamentação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amamentação. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano novo, novos conceitos


Primeiro dia do ano e eu já começo a escrever aqui sobre um assunto que muito mexeu comigo o ano inteiro que passou. Amamentei Yasmin exclusivamente até os 6 meses de vida. Após esse período continuei dando de mamar porque era algo que acontecia de forma natural comigo. Tentei introduzir mamadeira e chupeta mas ela nunca pegou de verdade. Sempre quis saber mais do peito. A introdução de alimentos foi uma dificuldade, eu diria que ainda está sendo uma fase delicada. Comer, ela come. Porém pouco. E tem dias que não chega a comer mesmo. Depende muito do momento, do humor, da interação, da minha paciência, enfim. Dia à dia é uma luta, um exercício de perseverança. Nunca tive vontade de escrever sobre isso na verdade, porque não era um assunto que me dava prazer em falar, discutir, sempre ficava muito chateada. Apesar da dificuldade que eu estava passando para alimentar a minha filha eu tinha que enfrentar as pessoas me criticando, me dando orientações do que eu deveria ou não fazer. E sempre achei que a melhor pessoa que sabe o que é bom para a minha filha sou eu, a mãe. Se ela não queria comer, não tinha porque eu insistir. E muitas vezes eu perdi a paciência e me estressei. Isso me causava uma exaustão e dar de mamar era a maneira mais fácil. Muitas amigas que foram mães não enfrentaram a pressão pelo desmame, pois de uma maneira "natural" seus bebês deixaram de mamar logo cedo. Então eu me vi a única que ainda dava de mamar e, lamentavelmente, me sentia culpada por não conseguir desmamar. Enfiei na minha cabeça que a culpa era minha por não ter insistido numa mamadeira ou por simplesmente não negar e tentar outras formas de distração. Mas olha só, estava tão pressionada com o desmame que me sentia culpada por ainda amamentar! Não imaginava em hipótese alguma que a amamentação se transformaria num incômodo. Foi quando comecei a refletir comigo mesma o que realmente me incomodava: eu mesma, a família, as outras mães ou a sociedade? De um certo modo entrei em colapso nervoso quando me vi, após 1 ano, sem emprego fixo, sem conseguir terminar meu curso e sem ter uma vida social noturna. Pois me sentia muito sozinha em casa. E durante a noite ela sempre acordava para mamar ou simplesmente para sentir o conforto do peito, o cheiro da mãe e toda a proteção que só mãe pode dar ao bebê no período da noite. Muitos outros fatores foram influenciando em minha decisão de querer parar com a amamentação. Ter mais tempo para mim era um dos motivos que mais pesaram. Eu queria voltar a vida ativa de antes e não estava aceitando que 1 ano depois eu ainda continuasse com um bebê que mama em meu colo! Queria mais independência da parte dela e da minha, é lógico. Queria poder deixá-la com o pai, com os avós ou qualquer outra pessoa da família e que isso fosse algo normal. Mas me vi sem nenhuma dessas opções, pois todos me diziam que o fato dela mamar era impossível ficar! Resumindo: ninguém queria ter paciência, me ajudar com o desmame. Pois é muito difícil mesmo ficar com um bebê que em um determinado momento vai pedir o peito, vai querer mamar, vai chorar, vai ficar manhosa e a única pessoa que aguenta isso é a mãe! Nem mesmo o pai tem paciência. Fato! Então era isso: a pressão dos outros, de mim mesma, das outras mães, da família e da sociedade. Esse ano resolvi aceitar, passei a enxergar com outros olhos. Uma amiga minha me ajudou muito. Enxergou meu lado, meu sofrimento e minha angústia. Ela viu que amamentar sempre foi algo que eu gostava de fazer, que tinha prazer, que em nenhum momento afetou meu pudor ou minha vaidade, meus peitos não caíram nem ficaram feios, pelo contrário, só tive benefícios em amamentar. Então por que essa pressão? A atriz Juliana Paes ainda amamenta seu filho de 1 ano, Cássia Kiss amamentou até os 3 anos. A minha mãe também. Yasmin vai deixar no tempo dela. Essa é uma decisão minha também, pois quero passar por essa fase de maneira tranquila, ter histórias para contar. Amamentar faz parte da minha vida e do meu cotidiano. Aceitar esse fato é um passo que estou dando para ser uma pessoa mais feliz, plena e realizada. :)

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia, e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa.

FELIZZZZZ 2012!! QUE NESTE ANO NOVO O AMOR DE DEUS POSSA INVADIR AS NOSSAS VIDAS PLENAMENTE!!

sábado, 7 de maio de 2011

Dia das Mães na TV!


Meu primeiro dia das Mães já foi antecipado com essa matéria linda que participamos na TV! :) Eu e a minha filhota fomos convidadas por uma amiga minha que é jornalista e produtora de tv para integrar uma reportagem especial para o dia das mães sobre amamentação! Para mim foi uma homenagem indireta mais que especial dessa nova fase da minha vida, como mãe! E para a minha filha linda só uma pequena demonstração do meu amor por ela que é tão grande que a vontade é mesmo de mostrar pro mundo inteiro!! (rsrs!)

A reportagem é sobre os mitos e verdades sobre amamentação, uma ótima dica para quem ainda está amamentando seu filhote ou filhota!

FELIZ DIA DAS MÃES PARA TODAS AS MAMÃES DO BRASIL!!


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Questões polêmicas


Novamente me pequei de frente com a questão do parto. A minha amiga grávida me ligou contando as últimas novidades da sua gestação, ela gostaria de ter o parto natural mas enfrenta uma doença chamada Lúpus há muitos anos. A sua médica obstetra aconselhou a cesárea pois o parto natural exige muita condição física da mãe, e nesse caso ela deverá ser poupada para não correr riscos à sua saúde. Frisando aqui que são palavras da médica, não minhas. Mas, assim como eu tive sorte de cair nas mãos de uma super médica, a minha amiga também terá uma super obstetra para cuidar bem dela, a parte ruim é inevitável né? A gente supera. Eu não vou levantar nenhuma bandeira à favor do parto ativo como muitas mães blogueiras fazem por aí, porque cada mulher sabe qual a sua necessidade e nós (como mães e mulheres) não devemos julgar uma cesarista, nem tampouco uma parteira, devemos nos humanizar em qualquer situação.

Li num desses blogs maternos, uma mãe que teve seu segundo filho em casa, praticamente sozinha, com ajuda do marido, a médica só chegou no final do trabalho de parto quando o bebê já estava com a cabecinha no canal vaginal. Fazer um parto desses hoje em dia parece coisa de gente alternativa (e rica), que tem dinheiro para bancar uma super obstetra que seja também uma doula. Antigamente isso era a coisa mais normal do mundo, hoje é luxo.

Amamentar é outra grande discussão na blogosfera materna. Há mães que precisam sair da licença-maternidade e voltar à trabalhar, outras optam por ficar em casa e largar o trabalho. As que voltam ao trabalho deixam de amamentar seus filhotes, acabam se acomodando à mamadeira, e as que se dedicam integralmente são julgadas como acomodadas. Realmente, ser mãe não é nada fácil, são várias decisões a serem tomadas todos os dias.

Quem é mãe sabe que não é fácil deixar a sua bebê de 6 meses numa crechê! Dá uma dor enorme no peito ter que fazer isso, principalmente para aquelas mães que não podem deixar de trabalhar porque construíram uma carreira profissional ou simplesmente precisam trabalhar para se sustentar e não depender de ninguém.

Igual à todas essas mães eu também convivo com as minhas questões polêmicas internas. Não deixo de frisar que apesar de tudo somos MÃES, sentimos a vida em nosso útero! Vivemos muitos dilemas sobre em que momento encerrar a amamentação, que tipo de alimentação oferecer, em que escola matricular, etc. São questões que os outros nos fazem, mas que fazemos a nós mesmas e somos NÓS que decideremos o melhor pro futuro dos nossos filhos.

Yasmin aos 5 meses ( nascida de parto cesárea com 39 semanas, por enquanto só toma leite materno, mas de vez em quando ofereço uns alimentos para ela ir se adaptando).

sábado, 26 de março de 2011

Ser mãe




Tudo tem dois lados. E com a maternidade não haveria de ser diferente. No início tudo dói. Parir, amamentar, andar, levantar, sentar. Chegar da maternidade em casa com uma sensação de que passou vários meses fora, tudo mudou e você ainda trocou aquele barrigão por um bebê de colo extremamente frágil e sensível! As primeiras horas o bebê dorme tanto que você fica lá fazendo serão pra ver se ela tá viva. Vai tentar dormir também pra descansar de uma cirurgia altamente perigosa, com uma recuperação lenta e longa pela frente. Antes vai tomar um banho, mas quem disse que consegue fazer isso como algo automático do cotidiano? Você simplesmente está reaprendendo a tomar banho após anos e anos fazendo isso com a maior naturalidade. Na hora de se trocar lembra: 'Ah, ainda tem a bendita faixa pra tirar e o curativo pra trocar!' 1 semana trocando as gases de um corte profundo logo acima da sua periquita! (rsrsrs) E como dói tudo isso! Ainda tem a cinta pra colocar e só tirar daqui a 2 meses!! Quando finalmente você fez tudo que tinha que fazer para ir pra cama, a bebê acorda chorando querendo mamar. Então vamos lá. Dá o peito direito, enquanto isso o esquerdo já tá produzindo mais leite e começa a vazar, põe uma fralda pra não melar toda a roupa e de repente a bebê larga o peito e leva uma chuveirada de leite! (rsrsrsrs) De quebra tem as dores, as fissuras, etc. Ela chora porque quer mais, não satisfeita em ficar sugando a mãe por uns 40 minutos. Já marquei no relógio 1 hora de amamentação, com intervalos para trocar de peito. E arrotar? Não pode deixar de colocar pra arrotar. Às vezes vem logo em seguida um arrotão, se não tome uns 15 minutos de castigo com a criancinha de pé colada no seu ombro, enquanto você sente dor, sono, fome e sede. E é desse jeito o dia inteiro, todos os dias da semana. Você tá na guerra e não sabe. O dia não tem fim, nem começo, nem meio. Uma coisa atrás da outra pra fazer. Trocar a fralda da pequena de hora em hora, dar banho (um dos momentos mais prazerosos que existe) e colocar pra dormir. Na madrugada você "pensa" que vai descansar... doce ilusão.

Fez 1 mês e você se sente mais cansada do que uma vaca em dia de pasto. A mulher-gata já se foi e nem te avisou quando vai voltar. Mas você renasce das cinzas e vai se sentindo melhor e não sabe o porquê. Só que aí você percebe que todos os dias durante o mesmo horário a bebê não pára de chorar. Tudo o que você mais temia acaba de chegar: as cólicas! Tome choro (o seu também), remédio, massagem, orações! (rsrsrs) E por volta dos 3 meses você recupera toda a sua energia... Já consegue dormir à noite e fazer todas as funções sem sentir dor. Agora passa a viver em uma bolha: só você e ela! Nada mais importa... cansaço? dor? sono? Isso agora é fichinha pra você.

A parte mais interessante de ser mãe é ver como as pessoas sofrem com coisas pequenas, frescurites agudas. E a coisa mais insuportável é ver gente reclamando de tudo. Nessas horas eu me sinto a própria Mulher Maravilha. Ser mãe é crescer como ser humano. É enxergar a vida sob os olhares de uma pequena. Imaginar-se numa roda-gigante, comendo pipoca, tomando sorvete, enchendo balões, passeando no parque, mergulhando numa piscina de bolinhas, pintando, desenhando, colorindo e tantas outras coisinhas mágicas que deixam para trás tudo que não é tão bom de se sentir que a gente (mãe) precisa passar para que nossas pimpolhinhas cresçam lindas e saudáveis.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ama(r)mentação...



Há dois meses amamentando posso relatar essa experiência como uma das mais MARAVILHOSAS da minha vida! É uma delícia amamentar, sentir o bebê coladinho no meu corpo próximo ao coração, envolvê-la em meus braços, acalentá-la, vê-la bem de pertinho o seu rostinho inocente em formato de anjo... Estou amando essa sensação. ADORO dar de mamar! Confesso que no início, nos primeiros dias, achava um sacrifício, uma questão de sobrevivência para a filhota que acabava de nascer e precisava de no mínimo alimento! Mas gente... A maternidade é a prova concreta de que tudo muda o tempo todo e que apesar da rotina as coisas do dia-a-dia vão se transformando de um jeito que te pega de surpresa e quando você vê já está se surpreendendo de novo com algo novo!!

Ahhh! Eu tô numa nova fase... super tranquila, aliás, segura de mim mesma, confiante, com as emoções estáveis. É que tenho aprendido muito com a maternidade e visto que muitas outras coisas se tornam pequenas diante de tanta dedicação que me envolve nessa fase da minha vida.

Quando amamento sinto que aquele momento é único, meu e dela. E o mais importante é ver minha menina crescendo saudável, cheia de energia, esperta, linda... Nem consigo mais descrever tamanha felicidade que mora em mim. Ando vivendo tantas emoções juntas que só quem VIVE é que sabe!

Quero amamentar até quando ela decidir parar, além de ser super saudável para a baby, também é bom para mim que queimo as calorias extras, já que amamentar me dá muita fome e sede!! E como eu me sinto amamentando? Primeiro, que estou sendo extremamente útil na vida dela, sua fonte principal de alimento, e que AMO mais do que tudo este serzinho. É quando amamento que nos tornamos mais íntimas, mais leais uma à outra. Quero tanto que nossa parceria continue dando certo... e que se em algum momento eu fraquejar quero que saibas que tudo que é feito, é feito por amor e não há outro sentido na vida para se viver se não for por amor.

Hoje eu vivo por você... Não me importa se os dias são difíceis, só quero te proteger de todos os males, pois ainda és um ser indefeso. E quando crescer saberá lidar com a vida ou poderá contar sempre comigo, serei sempre tua COMPANHEIRA e fiel escudeira.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Minha nova rotina e seus desafios



21 de novembro de 2010, a saga havia começado. Primeiro dia em nosso lar, um novo ser dava um tom diferente na casa, eu percebia aquele silêncio e era só ouvir um leve choramingo que eu estava lá para tentar decifrar o novo código de interação mãe-bebê. Cuidar de uma bebê recém-nascida requer muito jogo de cintura, paciência e ajuda dos mais próximos, o que é muito necessário. Como eu havia acabado de sair de uma cirurgia, que diga-se de passagem, uma cirurgia de grande porte, as dificuldades foram mais intensas na primeira semana. Na prática a teoria é outra. Todo o encantamento meio que "pairou no ar" para eu sentir na pele de verdade o que é ser mãe.

Amamentar era algo que eu queria muito fazer com a minha baby ao nascer e quando pude finalmente ser a sua fonte de alimento senti um total desespero em relação as dores das primeiras mamadas, quando a bebê ainda estava aprendendo a pega correta no seio materno e eu me adaptando a essa nova experiência. Chorei de cansaço, sentia dores de cabeça, muito sono (vale salientar que eu não durmo mais) muita fome, muita sede, palidez, as dores da cirurgia também não cessavam e a sensação era que eu não iria ficar boa nunca de tantos desconfortos.

Durante a madrugada, durmo no mínimo duas horas e olhe lá! Amamento ela durante uma hora ou mais, com intervalos para arrotar e mudar de peito. Sem falar que ela adora cochilar no seio da mamãe, então me balanço com ela, canto musiquinhas e na certeza que pegou no sono profundo a coloco no berçinho. Porém estava sendo cada vez mais difícil levantar da cama, feito uma zumbi, para tirá-la do berço para amamentar. Então decidi por mim mesma compartilhar a cama com ela, assim ela fica mais tranquila, amamento deitada mesmo e posso repôr minhas energias.

Então quando penso que estou dormindo já estou acordando, às vezes vejo a luz do sol entrando pela janela do quarto, ou quando estou começando a dormir ou ao acordar. Meu horário é todo louco, não existe mais hora pra nada, apenas para ela! Durante o dia a rotina continua. Há quase 20 dias dentro de casa me dedicando exclusivamente à ela me sinto esgotada, exausta e com um sentimento de culpa por me sentir assim, mas li em outros blogs maternos e vi que não sou a única e que é normal essa sensação logo no primeiro mês de vida da baby. Quando tenho um tempinho livre tento dar uma força nas tarefas de casa, me atualizar, fazer meus trabalhos da faculdade, até para comer, tomar banho e acessar à internet, me desdobro em duas, três, quatro, mil!!

Apesar de tudo, esse momento é único, não poderia deixar de ser lindo. Ela é o xodó da gente, é quem dá equilíbrio à casa e faz do nosso lar um ambiente melhor, de união. Nós duas nos entendemos com o olhar, mas ainda estamos nos conhecendo, suas necessidades são bem claras: fome, incômodo, sono, colo... porém às vezes me perco em alguns detalhes, tento manter a calma, pois passo horas com ela e não sobra tempo pra mim. Amanhã é o meu aniversário e farei 24 anos, e sem querer ser clichê eu já ganhei o maior presente da minha vida e vejo esse dia como mais um dia de luta. Luto para continuar amamentando até o momento em que ela decidir parar, luto para dar conta dessa vida de mãe-filha-estudante-profissional e luto para continuar correndo atrás dos meus sonhos. Ela vem sempre em primeiro lugar e cada dia que passa é um novo caminhar e o sentimento só tende a crescer e a se fortalecer com o nosso vínculo de mãe-filha. Eu te dei à vida, te proporcionei um novo mundo... sinto mais do que nunca a responsabilidade desse ato agindo em minha consciência e sei que é para sempre num laço de amor eterno.

TE AMO MUITO MINHA FLOR!